segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

What I really wanted to do now

my eyes are still open
I'm tired of the long night of dance and drinks
and cheer
I have this silly nature of trying
to make everything right and life so
pink
when what I really wanted to do now
was to kick your ass

but I can't

I won't write now another piece of pinkish
rhyming poetry
and pretend I'm incredibly superior
'cause what I really wanted to do now
was to ignore you forever

but I won't.

So here goes my nothing onto you
like the unswollen alcohol of my drink
and the redness of my unslept eyes
and the pain of my hurting feet

I've done it
but who cares

I don't.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pausa

Esse post faz parte de um balanço. Senti a necessidade de dar essa pausa quando vi o número de posts nesses dois meses de blog - mais de 80! - quase uma compulsão; por isso, resolvi rever com calma o que esse blog tem sido e no que se tornou.

Vejo que 'explodi' - e felizmente, os fragmentos se encontram todos aqui. Desde o início, quando me questionava se havia poesia em mim, era eu lá também. Fui reapresentada à poesia pelo João (o medeiros) depois de anos presa em projetos que me afastaram bastante de mim mesma. No início, escrevia muito por 'inspiração' e 'reação', mais do que por 'transpiração', pois pouco tinha lido que me orientasse quanto à forma, métrica, estilo ou qualquer coisa que pudesse ter alguma utilidade - nem isso eu sabia. Daí nasceu o nome do blog: eu não sei de nada. Estava totalmente aberta a me expressar, do jeito que fosse.

Desde então, experimentei com tudo o que me veio à cabeça: forma, os sentidos (imagens, cores, sons, movimento), ciências, a língua, histórias infantis; até que me dei total liberdade de escrever como quisesse, sem obedecer à nenhuma convenção, contanto que fosse essa expressão real do que penso. Uma forma de ser fiel a mim mesma - afinal, eu não sei é de nada mesmo... (e não tou nem aí hehehe). Atualmente ainda tenho muitas idéias tomando banho (isso mesmo - preciso fazer minha parte na economia de água do planeta, isso vai ter que mudar) - mas estas são mais triadas e bem mais trabalhadas do que antes. Reconheço no blog algumas coisas boas, muito boas até; e as demais, essas são importantes do ponto de vista pessoal: são parte da minha história agora.
Aproveito essa pausa e me dou um rosto: essa sou eu, em Washington, onde passei o fim de ano. Foram ótimos dias e muita inspiração no 'plastic world' - deixo essa foto como lembrança desses dias especiais.
Até o próximo post.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Círculo

Ignóbil destroço, vagas sem som
ou luz; qual mero espectro de outrora
tendes em mão, porém, a vil remora
das almas sentidas, sem fim ou dom.

Procuras, em vão, espaço e calor
equilíbrio sutil de amar e ser;
liberta a ti, e ao outro, sem dor
vagar mais sereno a se conhecer,

então - Mas o que fazer, se persistes
na lembrança do carinho, senão
suspiros vazios que não te sustêm?

Anima-te e segues, pois 'inda existe
outro som, outra cor, e outra mão
a te consolarem a falta de alguém.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Gone

here no crime
an easy rhyme
just in time;
let the mind
rewind.
so find prime
no more cry
just to find
my mind
gone wild.

[Let's spend the night dancing until the sun goes up.]

Strand - Lost in Miles

Paradise found of words and woes
displayed in rows and miles to run
by chance walk into cherished books
by fate just find such ones for fun

no other word could here describe
the delight of gathering in one place
the loves and lives, one of a kind
such treasure of the Human Race;

so I, gladly, myself dispose
there to return, wonders to find
hours on end just savouring those
that I, with sorrow, have left behind.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Com

esse reveillón foi diferente:
não teve festa nem champagne
foi no escuro
e com estranhos;
mas um abraço espontâneo
- generoso desconhecido -
me fez

"There was a lotta love
going on down there"
ouvi depois

e sorri

essas palavras começaram
muito bem esse ano novo.

Noite Estrelada II

Esse poema não foi inspirado no quadro de Van Gogh, de quem empresta o título por semelhança de tema e imagem e, talvez, um certo tom de época; e não é sobre mim, mas de mim, seguindo as leis físicas referidas em poema anterior.

Num céu escuro cheio de estrelas
preto e branco se contrastam e completam
enquanto as miríades de luz segredam
em suaves sutilezas cintilantes
aos seus dois mais jovens amantes.

Eis que ecoa, então em uníssono,
do Alto, Silêncio Absoluto do Uno
de todas, a mais bela melodia:
"- Tendes a benção das estrelas!
- E que a lua vos seja por guia!"