Na árdua tarefa de me conhecer
Procuro, em vão, o que mais dizer;
Pois vago, persisto, a não mais poder
Encontrar respostas em meu próprio ser.
Tangente, escorrego, perdida em noções,
Fulgente, brilho em conquistas; brazões
Não tenho, nem quero; prezo somente
Aquilo que almejo, conscientemente.
Se mudo, se fico, se ora me vou,
Acredito que o vento a mim destinou
Viagens incríveis - pois que restou
A mim sonhar com estrelas; sou
Desta forma, a vivaz sonhadora,
Embora, tão tola, ache que outrora
Não soube sonhar; mas na ida hora
Eu soube voltar, para o aqui e o agora.
Não defino, portanto, e nem busco mais
O que sou, o que fui, o que farei; ademais
o que faço e o que acho; não seria demais
Definir-me como quem não pensa: ‘jamais'.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
mas pensou! ahuahuaha
pois é... :-) mas a gente tenta!
Postar um comentário